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[Terça-feira, Novembro 17, 2009]
Alfinetes
A dúvida normalmente não deveria existir. Não agora. Hesito sem grandes razões enquanto caminho, mesmo sem maiores pretensões, desarmada de planos e cenários pré-estabelecidos. Mas quando se trata de sentimentos, quem é que consegue se guiar?
É verdade que aprendemos a ser mais comedidos com o tempo. Nesse tempo de mudança, já tive êxitos ao domar impulsos que meus desejos (não necessariamente carnais) provocaram - e eles sempre haviam vencido. Até agora não sei se valeu a pena. Sei que na hora me senti madura e protegida - de mim mesma. Satisfeita, portanto. Um outro tipo de satisfação, daquelas que só você sente e poderia entender. Porque se eu costumava me jogar em abismos, dando cara e coração a bater, muitas vezes era eu que me batia. E, mesmo que alguma pessoa não me valesse, o amor, sempre ele, valia – talvez por isso não tenha arrependimentos. Mas toda decisão tem seu preço.
Não sei. Nunca sei. Acho que nunca me saberei nesses momentos de quase-entrega. Aquela luta silenciosa com alfinetadas na barriga de mim comigo mesma. Depois de tanta coisa, aprendi a temer.
por Ká * 11:51 PM
Fala, criatura!:
[Segunda-feira, Novembro 09, 2009]
A personagem
Logo depois que cheguei da Espanha, um amigo querido me indicou um filme. Ele se chamava Antes do Amanhecer. A película me remete tão perfeitamente àqueles meses de estrangeira, que sempre que o vejo me emociono.
A parte final do filme, após a despedida, aparecem os mesmos lugares onde os dois haviam passado aquele resto de dia. O parque de diversões, a fonte, o cemitério, ruas com bares, escadarias, pontes. É como se aquelas imagens dissessem: vocês se foram, mas ainda estamos aqui. Estarão ali por muitos anos, sendo cenários de outras pessoas, de outros amores, paixões, aventuras. Cenários de momentos particulares de milhares de pessoas. Aqueles dois eram apenas mais um casal, que se conheceu, viveu e se separou. Não importa muito o tempo que durou. Um dia, duas semanas, um ano. Passou.
Dia desses sonhei que estava de volta a Salamanca. E eu estava radiante por estar ali de novo, tão feliz que quase flutuava ao andar, de tão leve que me sentia. Ao mesmo tempo, algo me puxava para baixo, para terra firme: as lembranças que, de tão boas, agora tinham um gosto meio amargo. A saudade, talvez. E também um quase sentimento de perda por não ver mais os mesmos rostos, os mesmos sotaques diferentes, as músicas que nos embalavam noite adentro. Apenas os mesmos cenários estavam ali, não os personagens.
Somos meros personagens.
por Ká * 4:00 PM
Fala, criatura!:
[Segunda-feira, Novembro 02, 2009]
Menina
Nunca consegui engolir a finitude de quem amo. Nunca sonhei com minha imortalidade. No entanto, meu amor, nosso amor pelas pessoas, deveria ter o poder de lacrá-las em um manto de proteção e vida eterna verdadeira.
Estive no cemitério visitando o túmulo de meus avós e alguns tios queridos. Estive lá com meus pais. Aquele ritual da perda, da dor, do velar. O acender de velas e seus simbolismos de vida e morte. Perdi-me naquelas imagens. Perambulei pelos túmulos discretos, lápides pequenas, nomes, datas de nascimento, de morte, fotografias antigas, outras novas, flores, muitas flores. Até que achamos. E nos fizemos em silêncio.
Mesmo após esses anos, ainda me sufoca ver a falta que minha mãe sente de minha avó. É absurda. É tão visível que sinto junto a minha saudade e a dela, entrelaçadas, engasgando garganta adentro, apertando o peito com vontade. E, me colocando no lugar dela, sofri de pensar de um dia ter que suportar a perda daqueles que me colocaram nesse mundo.
Alguns dias com eles - coisa rara entre nós nessa correria, nessa distância, nessa falta de tempo – no meu mundo, em minha casa, sempre a postos. E ao voltar do aeroporto há pouco, me bateu um sentimento sufocante de não tê-los mais aqui comigo. Uma saudade prematura e quase infantil perturbando minha praticidade de quem mora sozinha.
Hoje vou dormir menina.
por Ká * 6:54 PM
Fala, criatura!:
[Terça-feira, Outubro 27, 2009]
A descrença
É um problema conseguir acreditar nas pessoas. Há as conveniências, o disfarce, os interesses, os jogos, as dissimulações. Queremos acreditar, mas não podemos. Não conseguimos desarmarmo-nos livremente. Somos impedidos pelo receio de um embuste qualquer. Ou simplesmente de fazer papel de palhaço abrindo a guarda pra quem não se deve. E junto com os anos de experiência, vem a descrença, o ceticismo diante de palavras gentis que nos soltam. Tudo isso porque já nos deparamos com muitos "pelés" mundo afora.
O maior medo é cair no inferno do amor, que todo mundo sabe que é cego, surdo e manco. E só percebemos isso quando saímos desse estado quase de inércia. Olhamos de longe aquela nossa imagem e não nos reconhecemos. Nem ao ex-objeto de amor. Não sabemos como diabos fomos nos apaixonar por aquela pessoa. Não é cuspir no prato em que comemos, é simplesmente não saber o porquê escolhemos o prato do menu.
Então, procuramos nos defender até mesmo das coisas boas, sem saber. Desconfiados, damos patadas, insistimos nos muros. Eu bem sei disso. E mesmo assim, não consigo evitar. Porque antes uma patada no outro do que em mim mesma.
por Ká * 11:14 PM
Fala, criatura!:
[Terça-feira, Outubro 20, 2009]
As botas
Ela terminou de calçar as longas botas, ajeitou o vestido preto e só soltou os cabelos enquanto ia descendo as escadas.
Sentia-se poderosa sempre que usava o tal calçado. Não era apenas o salto alto, era aquele ar de imponência que as botas lhe davam, diferente do tênis de todo dia. Seu andar mudava, a postura, o contorno das coxas. Mudavam-lhe o humor que brotava no rosto pelos cantos da boca.
Comentou sobre seu sentimento com o rapaz de olhar blasé que a esperava no carro, que lhe perguntara o porquê do sorriso malicioso estampado no rosto.
- Mas como é fácil deixar vocês satisfeitas...
- ... E, no entanto, poucos de vocês sabem fazê-lo.
Acabou com aquele relacionamento e achou alguém que soubesse ser despretensioso e esperto o bastante para manter aquele sorriso sem sequer precisar de botas.
por Ká * 1:46 AM
Fala, criatura!:
[Quinta-feira, Outubro 01, 2009]
A fila
A vida segue. A busca continua. E a fila anda. Em algum momento há de se dar a quebra do encanto. Apesar do constrangimento, da quase dor, a direção de nossas vidas mudam de curso. E deixamos os últimos rastros de sentimento de posse e até mesmo as mágoas mais duras de lado para reconhecer: foi a melhor coisa que poderia ter acontecido.
Por que às vezes insistimos em algo fadado ao fracasso, já desisti de saber. O assustador é ver depois, já de longe, o tanto de tempo e até de saúde que se perdeu nesse ínterim. O desgaste emocional, o desperdício de vida, causam, aos poucos, a morte precoce de suas crenças mais doces em relação ao amor – aquelas que você carrega desde cedo e te mantém longe do cinismo que a vivência ai te dando.
Mas eis que chega a hora. Do lado de lá, do lado de cá, sem hora marcada, nem aviso prévio. Uma certa sensação de alívio e outra de ansiedade pra saber o que há de vir por aí: “Próximo!”
por Ká * 8:32 AM
Fala, criatura!:
[Domingo, Setembro 20, 2009]
Devaneios
Quando bate o desespero, a gente não pensa com a cabeça, a gente pensa com... a libido!
E, eis que, definida a ação, não há “cristão” que segure. Não se enganem os homens, mulheres também fazem sexo só pelo sexo. E muito bem feito. A grande diferença é que não contamos vantagens - a não ser para nós mesmas. O grande problema é que, às vezes, misturamos os canais. Sim, nisso eles são os melhores. Mas é um risco.
Aí, hoje, alguém vem me pedir um conselho. Hesito dois instantes. “Bem, meu caso foi esse”. Se, se, se, sempre o “se”. Não peço conselho a ninguém. Só comunico minhas ações. Depois é história. Se eu sobreviver, melhor, que ainda aumento o “causo”.
Ah, mas que cada um viva um que deseja viver! Mesmo que seja um mergulho num buraco negro. A merda mais bem feita é aquela da qual não nos arrependemos. Raramente tenho esse sentimento de arrependimento. Faço porque quero. E parte daí minha justificativa: quero me arriscar. Nem que eu me lasque.
Lasquemos-nos todos.
por Ká * 5:51 PM
Fala, criatura!:
[Segunda-feira, Setembro 14, 2009]
Seguramente morto
A entrega agora demora a ser feita. Ela vai se fazendo na medida em que a pessoa se sente segura, à vontade para mostrar-se como verdadeiramente é, a salvo de julgamentos, de críticas talhadoras. Mas isso é um processo demorado. E é comum que, quanto mais os anos passam, mais muros vão sendo criados, quase que burocratizando os sentimentos.
Às vezes amo tanto que esqueço de mim mesma. Daí a mudança de comportamento, após um bom período sozinha. Passei a me ver com outros olhos e a compreender muitas coisas dentro de mim. Agora me enxergo melhor – talvez seja a tal da maturidade. No entanto, acho que enxergo menos o outro. O ceticismo anda de mão dada com cada olhar que lanço, com cada palavra ouvida.
Absolutamente normal. Afinal, vamos ficando mais seletivos, mais “escaldados”. O perigo disso tudo é o excesso de segurança. É que, pra mim, seguro morreu foi de tédio.
por Ká * 4:14 PM
Fala, criatura!:
[Segunda-feira, Julho 20, 2009]
Aqui e acolá
Acho que me sinto um tanto sozinha nessa cidade. Amigos importantes me fazem falta por aqui. Talvez pela distância da família também. Ou por morar sozinha. Ou por estar solteira. Não sei. Nem imagino. A verdade é que, apesar de ter amigos aqui, nunca me senti realmente à vontade, livre de auto-censura, para me abrir totalmente, deixar-me transparente com eles. Também não tenho idéia do por que disso. Talvez porque eu tenha crescido lá, não aqui.
Também nunca me identifiquei com a imagem que faziam e fazem de mim, sejam amigos, colegas ou apenas conhecidos daqui. Pior do que isso é ter que arcar com a bagagem dessa imagem. Os outros inventam um personagem pra mim e eu que trate de mantê-lo e honrá-lo. Questionam-me sobre coisas que eu nunca falei. Cobram-me posturas que eu nunca tive.
O fato é que me sinto mais leve por lá. Sinto-me livre pra ficar vulnerável, porque a confiança na lealdade dos amigos é maior do que qualquer orgulho bobo. O trato, invisível e mudo, me impede de pedir segredo, porque eles sabem o que importa e o que é besteira pra mim. A sintonia dispensa antenas e maiores explicações para diferenciar o bom humor do cinismo, a molecagem do sarcasmo.
Sinto falta deles quando estou feliz, quando me divirto, quando penso que eles também achariam aquilo genial e ririam junto comigo. Sinto falta deles quando preciso falar, quando cansei do meu próprio silêncio. Porque até o meu silêncio aqui é diferente do meu silêncio lá. Enquanto aqui ele me sufoca, lá ele me renova.
Um brinde aos meus amigos de lá, porque os 550km de distância é muito pouco pra minha saudade e pro meu carinho.
por Ká * 9:24 PM
Fala, criatura!:
[Segunda-feira, Julho 13, 2009]
Estrangeira
Enquanto eu caminhava, vacilava a respiração. O som incomodava, os olhares das pessoas, o ar que eu respirava. Tudo se mexia lentamente ao meu redor e eu não conseguia identificar o que aquelas vozes falavam, insistentemente, como se dissessem algo muito importante para a sobrevivência da raça humana. Falavam ao celular num riso nervoso e irritante, ao mesmo tempo que atravessavam a rua esbarrando nos outros que não sentiam seus empurrões ou tropeços. Passeavam como se estivessem num parque arborizado e bem cuidado. Sem odores de cigarro, fritura antiga e urina em cada beco. Eu só queria aumentar a velocidade dos passos como quem acelera um carro de Fórmula 1.
O trajeto que faço em 10 minutos pareceu demorar 1 hora.
Ficar doente me tira o bom humor.
por Ká * 10:38 PM
Fala, criatura!:
[Quinta-feira, Julho 09, 2009]
Proibida
Mal começou a passar os créditos, saí da sala. Queria o quanto antes o quentinho de minha cama. Andei depressa até a avenida quando vi meu ônibus passar.
Não havendo o que fazer, fui caminhando devagar até a parada já fazendo o cálculo de quando passaria outro. Ao me sentar no banco, um clarão me chamou a atenção: era a lua, cheia desde ontem, quando a chuva me impedira de vê-la. Ela - grande e redonda - estava por trás de um fio de poste de luz daquele ângulo onde eu a via. Como se fosse um aviso de proibido: Proibido lua cheia.
A lua cheia deveria ser proibida de ser vista por pessoas traídas, machucadas pelo amor. Ou ainda, os confusos com os próprios sentimentos ou com atitudes alheias. Proibida para recém-separados, abandonados, trocados. Proibida também para as almas solitárias ou amarguradas por dores de amor. E sempre não foi assim? A lua cheia sempre esteve presente em histórias de amor, canções, filmes, pinturas, poesias, fotografias. O que seria do romantismo sem a inspiração da lua rechonchuda iluminando lá do alto os ninhos dos amantes?
Mas penso que ela deveria mesmo ser proibida de ser vista por quem não estivesse de bem consigo mesmo, independente de estar amando ou não. Sempre a vi de maneira egoísta, como se somente eu a estivesse vendo. Quase um diálogo mudo, telepático. “Tenho fases como a lua.”, quase penso alto. Ali, como sempre, sorri. Persegui-a com os olhos enquanto subia devagar, exibindo-se melhor. Levou, junto com a claridade hipnotizante, o tempo, que praticamente voou e quase perco o ônibus novamente.
por Ká * 12:40 AM
Fala, criatura!:
[Terça-feira, Julho 07, 2009]
Escrito nas estrelas
O amigo leu o horóscopo por brincadeira, querendo se fazer de conselheiro-astrólogo de botequim:
Acontecimentos recentes poderão ativar antigas feridas da sua alma, e você pode se surpreender com estados de espírito um tanto desconfiados. Evite projetar estes sentimentos nas pessoas do presente.
Ele riu. Ela emudeceu. Melhor carapuça feita sob medida, impossível. Ela, que nunca a vestia, riu de nervoso depois de 10 segundos silenciosos.
Na volta pra casa, pensou alto, sozinha e confusa: Mas o que fazer quando os tropeços te tiram a espontaneidade de correr sem olhar pro chão?
Preferiu buscar a resposta na cerveja do boteco ao invés dos astros de araque.
por Ká * 6:54 PM
Fala, criatura!:
[Sexta-feira, Junho 19, 2009]
Degustando a si mesma
Nesses últimos dias tenho tido insônia novamente. A volta de minhas crises. Não são agonizantes como as de dois anos atrás, é verdade. No entanto, é inevitável sentir-me como antes: um fantasma perambulando pela casa às 2 da manhã – mesmo morando sozinha.
Terminei um livro que devorei da primeira vez e depois fiquei com pena de ter sido tão rápido. Ando tendo outras impressões, sensações e identificações com a segunda leitura. Depois de quatro anos, alguma coisa tinha que ter mudado em mim. Sobretudo de um ano pra cá.
Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios foi presente de um amigo querido que me conhece como poucas pessoas. Não sei se a dupla personalidade da protagonista o influenciou para isso. Também não lembro se na época eu vesti a carapuça. Sei que dessa vez me coloquei naqueles dois extremos com uma degustação quase erótica. Esse não é o teor do livro, apesar de haver passagens gostosas nesse sentido. É como se as fases dessa lua aqui agora estivessem mais sob minha compreensão e, por conseqüência, meu controle. Daí a sensação prazerosa.
Talvez seja um dos motivos pelo qual já não sofro com as crises da insônia que me acompanha há anos. A agonia e a depressão se foram com a chegada de um cinismo sob medida e do humor maduro.
Olho-me através de novos olhos.
por Ká * 7:57 PM
Fala, criatura!:
[Terça-feira, Junho 16, 2009]
Ex-traños
De repente, dois estranhos.
Na língua espanhola, o verbo “extrañar” significa sentir falta. Te extraño, diz o amante que sofre com a ausência da amada.
Estranhar, em português, vem de estranho, diferente, desconhecido. Estou te estranhando, diz o amante que não reconhece quem ama por conta de alguma atitude diferente do normal.
De repente, uma coisa está ligada a outra.
“Extrañar” ou “estranhar”, entre duas pessoas que algum dia se amaram e dividiram momentos importantes na vida de ambos, intimidade, cumplicidade, no fundo é a mesma coisa. Sente-se falta da pessoa amada, porque apesar do mesmo rosto, agora não passa de um estranho pelas atitudes diferentes, pelo descaso. Sente-se falta de expressões de afeto que outrora saíam daqueles olhos distantes que agora ignoram nossa presença. É como se aquelas feições antes tão familiares, tão presentes no nosso cotidiano, tivessem sido tomadas por um extraterrestre qualquer. Um alienígena com cinismo digno de um terráqueo.
Não de repente, o amor se liquefaz entre dedos acusatórios e olhares julgadores. E o tempo acaba de liquidar restos dele numa estranheza que não causa mais dor nem nada.
Indiferença quer dizer falta de interesse, que não nos é bom nem mau.
Sem "extrañar" ou "estranhar" o indivíduo, de repente, nunca mais.
por Ká * 1:26 AM
Fala, criatura!:
[Sexta-feira, Junho 12, 2009]
O sorriso
A dor me desperta do sonho, mas a imagem do sorriso na cabeça me faz manter o bom humor durante o dia. Analgésico poderoso.
Afrodisíaco e analgésico, o bom humor nos mantém sãos em meio a furacões. Ou simplesmente nos faz levar a vida da melhor maneira possível: com a habilidade de rir de si mesmo. A idade também nos traz isso. Já vi gente bem madura com a leveza de uma menina de 8 anos de idade e gente muito jovem com 60 anos no semblante, com ares mais pesados do que qualquer ruga.
É isso. Nem todo mundo tem, então é algo que dou um valor especial. Muitos pontos a favor. Mais do que qualquer olho azul ou músculos bem definidos. Mas se vier acompanhado de um bom par de braços e uma boca perfeita, eu é que não vou reclamar.
por Ká * 4:36 PM
Fala, criatura!:
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